A história continua com Isaque, cujo nome significa “riso”, nascido milagrosamente de Sara em sua velhice, tornando-o inequivocamente o filho da promessa através do qual a aliança deve continuar. Sua vida demonstra a fidelidade de Deus em cumprir Sua palavra, mesmo em face de impossibilidades humanas.
O evento mais dramático da vida de Abraão é a ordem para sacrificar Isaque no Monte Moriá (Gênesis 22). Na perspectiva evangélica e reformada, este é o maior tipo (prefiguração) do Evangelho em Gênesis.
* Deus não poupa Seu único Filho (Isaque, o filho amado, é poupado).
* Abraão demonstra uma fé completa, acreditando que Deus poderia ressuscitar Isaque, o que lhe é imputado novamente como justiça (Hebreus 11:17-19).
* Deus provê o substituto, o carneiro preso no mato, que é uma imagem do sacrifício substitutivo de Jesus Cristo.
A descendência da aliança continua através do casamento de Isaque com Rebeca, uma união arranjada por servo de Abraão, que ilustra a Providência de Deus agindo nos detalhes da vida humana para garantir o cumprimento de Seu plano redentor. Rebeca, assim como Sara, era inicialmente estéril, o que reafirma que a continuidade da linhagem não depende da capacidade humana, mas unicamente da poderosa intervenção de Deus em Seu plano de aliança.
Tanto as vidas de Abraão e Sara quanto de Isaque e Rebeca servem para ilustrar que o plano de redenção de Deus é sempre por graça soberana, mediado pela fé e garantido pela fidelidade de Deus, que age providencialmente para que o Messias venha ao mundo.

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